O
Tropeirismo (condução de animais soltos ou de mercadorias em lombos de
animais arriados) foi um ciclo da maior importância para a economia e a
fixação do homem no interior do Brasil, quiçá tão importante quanto foram os
ciclos do café, da cana-de-açúcar, do ouro, da borracha e outros.
Foram as Reduções Jesuíticas que provocaram as primeiras atividades tropeiras
no Sul da América. Os padres incentivaram os primeiros transportes em lombos
de mulas entre os vários povoados missioneiros. E foram também os
missioneiros os descobridores dos passos de travessia dos rios, principal
obstáculo a essa atividade. Devem-se aos missioneiros a descoberta, por
exemplo, do passos de Yapeyú, Mbororé e outros mais nos rios Uruguai, Iguaçu
e outros, que serviram mais tarde aos tropeiros de origem lusa.
De 1860 em diante, quando os lagunenses passaram a penetrar nos territórios
ocupados pelos missioneiros no Rio Grande do Sul, o gado abundantemente aí
existente passou a ser trazido para Laguna, de onde depois de abatido, a
parte não consumida localmente era enviada para São Vicente e Lisboa, em
forma de charque. Por esta época, a Colônia do Santíssimo Sacramento passou a
ocupar espaço como centro de comércio, notadamente de contrabando, em reação
ao rigor da coroa, da qual dependiam todas as atividades mercantis.
A história registra os seguintes nomes como principais tropeiros: Francisco de Souza Faria (1717) - o pioneiro Cristóvão Pereira de Abreu (1735) - o patriarca João José de Barros (1808) - o paulista José Pacheco de Carvalho (sem data) - da Lapa Joaquim José de Almeida Taques, José Joaquim de Almeida Taques, Francisco de Macedo Taques (sem data) - todos de Castro José Joaquim de Andrade (sem data) - de Sorocaba Dr. Olivério Pillar (1875) - de Cruz Alta Joaquim Antonio Pedroso (1856) - de Sorocaba Maneco Pinto, José Antonio Rodrigues, Felipe Alves Machado, João da Silva e seu pai Potiguara do Prado (sem data) - todos de Carazinho Manoel Gomes de Moraes ou Maneco Biriva (sem data) - de Júlio de Castilhos João Ferreira Amado (sem data) - de Palmeira das Missões Augusto Loureiro Lima, vulgo Duque (sem data) - de Porto Alegre Maneco Bento, capataz de Pinheiro Machado e este (1898-1915) - de Cruz Alta.
(PORTAL AMIGOS
DA TRADIÇÃO - http://www.portalgaucho.com.br/ )
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terça-feira, 12 de abril de 2011
HISTÓRIA DO TROPEIRISMO
terça-feira, 5 de abril de 2011
Mitos Gaúchos
A Bruxa
O mito da Bruxa é tão antigo como atual no Rio Grande do Sul. De
forma geral, acredita-se que a sétima filha mulher de um casal será bruxa, a
menos que seja batizada pela irmã mais velha.
Ao contrário do Lobisomem, a
Bruxa é uma pessoa má, que faz o mal e gosta disso. Suas vítimas são sempre
crianças, bichos pequenos ou lavouras em crescimento, porque ela não tem
capacidade para fazer mal às pessoas adultas, aos animais grandes e às plantas
crescidas. Sua grande arma é o olho grande, que bota onde quer fazer o mal.
Bichos embruxados, como ninhadas de pintos ou leitões, mirram e morrem.
Lavouras murcham da mesma maneira. E crianças embruxadas ficam amarelas,
minguam a olhos vistos e quando ficam nuazinhas, desenroladas das fraldas,
cruzam os bracinhos e as perninhas. E assim, se não forem atendidas a tempo,
morrem mesmo.
A bruxa é acusada de chupar o umbigo recém caído dos nenês. O melhor
para afastar a Bruxa é uma figa, ou um chifre de boi ou um galho de arruda. Por
isso, o primeiro presente que se deve dar ao bebê é uma figuinha de ouro, que
ele deve Ter sempre na sua roupinha, junto ao corpo. Na porta da frente da
casa, é recomendável se pendurar pelo menos um chifre, com galhos de arruda
dentro e de preferência com extremidade inferiro esculpidas em forma de figa.
No jardim, as pessoas devem sempre plantar arruda, cujo cheiro a Bruxa abomina.
Para se descobrir uma bruxa, tiram-se todos os móveis da cala da casa e aí, bem
no meio, a dona da casa deve repetir três vezes, bem alto, o nome da mulher que
ela acha que é bruxa e que é vizinha ou está por perto. Daí a pouco, se essa
mulher é mesmo Bruxa, vai aparecer e perguntar, fingindo inocência: "A
senhora me chamou, vizinha?" Ou então, pega uma peça de roupa da criança
que está embruxada, para socar num pilão cravejada com alfinetes. Se aparecer
uma mulher nas vizinhanças, com dores terríveis, ela é a Bruxa. Uma criança
embruxada é facilmente reconhecível, pelos sintomas já descritos e é facilmente
curável. Durante três sextas-feiras, no começo da manhã e no fim da tarde, uma
pessoa de fé deve ascender duas velas na cama da criança embruxada, uma na
cabeceira e outra nos pés e rezar o Pai-Nosso e a Ave-Maria até as velas se
queimarem por inteiro. Ao fim das três semanas, a criança desembuxa mesmo.
O DIABO
No mundo cristão, o Diabo aparece como a antítese de Deus, quase
o seu alter-ego, a própria dialética da divindade. O gaúcho acredita firmemente
no Diabo, tanto como acredita em Deus. De uma maneira geral, ele é visto como
um anjo chamado Rafael, muito capaz e muito invejoso. Tão alto subiu, que quis
se igualar a Deus e por isso foi precipitado nas profundezas do inferno. Tal
capacidade do Diabo aparece numa das variantes da lenda da criação do Homem e
da Mulher, por exemplo.
O LOBISOMEM
Parece incrível, mas é verdade: às vésperas do Século XXI, o Rio
Grande do Sul inteiro acredita firmemente em Lobisomem, do mais remoto rincão
campeiro às cidades mais cosmopolitas, do ínvio recesso das matas às mais
bulhentas praias do Atlântico Sul.
O mito Lobisomem é basicamente a crença em que determinados homens - sempre homens! - em determinadas circunstâncias podem se transformar em um monstro meio-lobo e meio-homem. O mito no Rio Grande do Sul sustenta que o sétimo filho homem de uma família será fatalmente o Lobisomem - a menos que seja batizado pelo irmão mais velho.
Há, também, forma folclórica de se transmitir o fado: quando um velho Lobisomem sente que vai morrer, ele fica sofrendo muito até passar o encargo a alguém mais moço. E não consegue morrer antes disso. Se tiver algum guri ou moço por perto, ele pergunta, simplesmente: "Tu queres?". O ingênuo normalmente acredita que se trata de algum presente, ou mesmo de herança e então responde: "Sim". Aí, o velho morre feliz, porque transmitiu o fado, conforme se expressa a linguagem popular. O homem que tem o fado do Lobisomem é sempre de raça branca, pelo - duro (ou seja, não há Lobisomem negro, alemão ou gringo), magro, de olhos no fundo, dentes salientes e cara de cor amarelada, muito pálido. Quase sempre mora sozinho. Mais raramente, vive com a mãe, uma velha muito estranha. Mais raramente ainda é casado e a mulher ignora o fato. Mora sempre em um rancho o mais isolado possível, obrigatoriamente com um galinheiro nos fundos. Se o próprio rancho não tem galinheiro, tem que haver um, por perto.
O fado do Lobisomem é uma cruz que ele carrega. Não fazendo mal a ninguém, ele é mais uma vítima do que um carrasco. Se é atacado, reage. E morde cachorros e até pessoas. Mas, se puder evitar isso, ele evita. Simplesmente o Lobisomem tem que cumprir o seu fado, que é comer nas sextas-feiras de lua cheia, da meia-noite até o clarear do dia, descrevendo um grande rodeio. À meia-noite ele se rebolca nos sujos das galinhas, rolando no chão e se transforma. Aí, corre a noite inteira, fazendo uma grande volta.
Quando o sol vai nascer, ele já está de regresso ao ponto de partida. Rebolca-se de novo no galinheiro e aí vira gente, outra vez.
O mito Lobisomem é basicamente a crença em que determinados homens - sempre homens! - em determinadas circunstâncias podem se transformar em um monstro meio-lobo e meio-homem. O mito no Rio Grande do Sul sustenta que o sétimo filho homem de uma família será fatalmente o Lobisomem - a menos que seja batizado pelo irmão mais velho.
Há, também, forma folclórica de se transmitir o fado: quando um velho Lobisomem sente que vai morrer, ele fica sofrendo muito até passar o encargo a alguém mais moço. E não consegue morrer antes disso. Se tiver algum guri ou moço por perto, ele pergunta, simplesmente: "Tu queres?". O ingênuo normalmente acredita que se trata de algum presente, ou mesmo de herança e então responde: "Sim". Aí, o velho morre feliz, porque transmitiu o fado, conforme se expressa a linguagem popular. O homem que tem o fado do Lobisomem é sempre de raça branca, pelo - duro (ou seja, não há Lobisomem negro, alemão ou gringo), magro, de olhos no fundo, dentes salientes e cara de cor amarelada, muito pálido. Quase sempre mora sozinho. Mais raramente, vive com a mãe, uma velha muito estranha. Mais raramente ainda é casado e a mulher ignora o fato. Mora sempre em um rancho o mais isolado possível, obrigatoriamente com um galinheiro nos fundos. Se o próprio rancho não tem galinheiro, tem que haver um, por perto.
O fado do Lobisomem é uma cruz que ele carrega. Não fazendo mal a ninguém, ele é mais uma vítima do que um carrasco. Se é atacado, reage. E morde cachorros e até pessoas. Mas, se puder evitar isso, ele evita. Simplesmente o Lobisomem tem que cumprir o seu fado, que é comer nas sextas-feiras de lua cheia, da meia-noite até o clarear do dia, descrevendo um grande rodeio. À meia-noite ele se rebolca nos sujos das galinhas, rolando no chão e se transforma. Aí, corre a noite inteira, fazendo uma grande volta.
Quando o sol vai nascer, ele já está de regresso ao ponto de partida. Rebolca-se de novo no galinheiro e aí vira gente, outra vez.
O SANGUANEL
O Sanguanel é um mito da região ítalo-gaúcha, cuja crença é muito
viva, ainda no presente. Ele é um ser pequeno, vivo, de cor vermelha que, a
rigor, não faz mal pra ninguém, mas dá cada susto! Ele vive pelos pinheirais da
serra e seu prazer é roubar crianças, as quais escondem no alto das árvores ou
no meio das reboleiras do mato. Mas não judia delas. Pelo contrário, até traz
mel numa folha e água, se tem sede.
Os pais, como loucos, procuram as crianças roubadas pelo Sanguanel estão sempre em estado de sonolência, lembrando pouco e mal das coisas que aconteceram, emobra não esqueçam a figura vermelha do Sanguanel, o ninho em cima de um pinheiro e o mel trazido numa folha. Mais raramente o Sanguanel se envolve com adultos. Nesses casos, assume o papel de vingador engraçado, fazendo picardias e provocações aos preguiçosos, bêbados ou não religiosos, mas tudo sem maldade.
Os pais, como loucos, procuram as crianças roubadas pelo Sanguanel estão sempre em estado de sonolência, lembrando pouco e mal das coisas que aconteceram, emobra não esqueçam a figura vermelha do Sanguanel, o ninho em cima de um pinheiro e o mel trazido numa folha. Mais raramente o Sanguanel se envolve com adultos. Nesses casos, assume o papel de vingador engraçado, fazendo picardias e provocações aos preguiçosos, bêbados ou não religiosos, mas tudo sem maldade.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Grande Nome da Musica Gaucha Tradicionalista..!! - Luciano Maia
Luciano Maia, um dos mais respeitados acordeonistas do sul do país na
atualidade, iniciou seus estudos musicais aos nove anos, na cidade de Pelotas.
Aos treze, o artista autodidata já era visto como fenômeno entre os que o
ouviam nos festivais nativistas. Em 1995, já em Porto Alegre, integrou o
tradicional grupo Quero-Quero. Logo em seguida, com apenas quinze anos,
participou da gravação do disco “Todo o Homem do Pampa”.
Em 1998 produziu seu primeiro CD solo pela gravadora
ACIT – “Sonho Novo” – que teve como convidado Edson Dutra. Em 2001 gravou
“Minha Querência”, que contou com a participação especial de Luiz Carlos
Borges. Em 2005 foi convidado para participar do projeto “Gaitaço de Sucessos”,
da Galpão Crioulo Discos, um projeto de regravações de músicas que são
clássicos do cancioneiro gaúcho. Em 2007, Maia apresentou ao público seu quarto
CD: “Cruzando a Pampa”, pela gravadora USA Discos. O trabalho foi indicado pelo
jornal Zero Hora como um dos cinco melhores CDs regionais de 2007 e recebeu o
Prêmio Açorianos de Música como melhor disco regional do ano. Hoje Maia celebra
o lançamento de “Encomenda”, CD que mostra ao público, uma faceta antes
pouco explorada pelo instrumentista: a de cantor.
Luciano já dividiu o palco com grandes músicos, entre
eles: Luiz Carlos Borges, Gilberto Monteiro, Luiz Marenco, Oscar dos
Reis, Lucio Yanel, Renato Borghetti, Os Fagundes, César Oliveira e Rogério
Melo e com os mestres Raul Barboza, Dominguinhos, Hermeto Pascoal e Arismar do
Espírito Santo.
O nome de Maia aparece em mais de 80 discos, entre CDs
solo, parcerias, participações especiais, projetos culturais e gravações
independentes. O artista também atua como produtor musical, compositor e
arranjador, acumulando no currículo a produção de importantes trabalhos
lançados na região sul do Brasil. Luciano já representou a música instrumental
do Rio Grande do Sul em importantes projetos: Itaú Cultural "Rumos
Musicais"; Sanfonia na Metrópole; III Mercado Cultural/ Strictly Mundial;
O Brasil da Sanfona, Circular Brasil, Encontro Brasileiro do Acordeon, entre
outros.
Um dos fundadores do premiado grupo Quartchêto, que
apresenta música instrumental inspirada nas raízes gaúchas, Luciano é
também um dos compositores deste grupo que vem se apresentando em
importantes projetos no Brasil, tais como Natura Musical, Instrumental RS e
Circular BR.
Reconhecido por sua atuação na música nativista
gaúcha, Luciano Maia conquistou importantes prêmios do Rio Grande do Sul que
incentivaram-no a cumprir a missão de unir sucesso com qualidade, entre os
quais: Prêmio Açorianos 2003 - Revelação; Troféu Tesoura de Ouro Comparsa da
Canção - Teclado; Prêmio Açorianos 2005 - Instrumentista Regional; Prêmio Vitor
Mateus Teixeira 2005 - Instrumentista; e Prêmio Açorianos 2007 e 2009- Instrumentista
Regional.
O indiscutível talento do acordeonista ganhou
definitivamente o respeito do público e da crítica
( Luciano Maia - http://www.lucianomaia.com/Luciano_Maia/Home.html )
(YouTube - http://www.youtube.com/?gl=BR&hl=pt)
segunda-feira, 21 de março de 2011
Tradicionalistas Famosos
Antonio Augusto Fagundes - Advogado, compositor
nascido em Alegrete. Autor de letras musicais e apresentador do programa
"Galpão Crioulo".
João Cezimbra Jacques
- Militar, ensaísta nascido em Santa Maria. É o patrono do tradicionalismo
gaúcho. Pioneiro da afirmação gaúcha.
João Simões Lopes Neto
- Jornalista, teatrólogo, contista, folclorista nascido em Pelotas. Deixou
rica obra literária, como Contos Gauchescos, Casos do Romulado, Lendas do
Sul.
João Carlos Paixão Cortes
- Pesquisador, folclorista, cantor e ensaísta, nascido em Livramento. Ajudou
a fundar o CT 35, publicou o "Manual de Danças Gaúchas", extensa produção
literária.
Glauco Saraiva
- Poeta regionalista nascido em São Jerônimo. Um dos pioneiros do Movimento
Tradicionalista Gaúcho. Autor da Carta de Princípios do MTG.
Luiz Carlos Barbosa Lessa
- Advogado, jornalista, historiador e compositor, nascido em Piratini.
Possui obra literária invejável. Foi secretário da cultura do Estado,
compositor das músicas Negrinho do Pastoreio, Quero-quero, Balseiros do Rio
Uruguai, Levanta Gaúcho. Possui vários trabalhos literários.
(SULMIX - http://www.sulmix.com.br/variedades_curiosidades/paginas/curiosidades002.html )
Folclore Gacho
A palavra folclore – folk (povo)
lore (saber,conhecimento) – foi criada pelo inglês Willian Thoms, em 22 de
agosto de 1846, e este dia foi institucionalizado como o “Dia do Folclore” no
mundo. No Brasil, o Dia do Folclore foi decretado em 1965, visando a “assegurar
a mais ampla proteção às manifestações da criação popular não só estimulando
sua investigação e estudo, como ainda defendendo a sobrevivência dos seus
folguedos e artes, como elo valioso da continuidade tradicional brasileira.
Folclore é a ciência que estuda todas as manifestações espontâneas do povo, tanto do ponto de vista material quanto espiritual. Como o próprio nome sintetiza, é a ciência do povo, são as tradições, os costumes, as crenças populares, enfim, tudo que nasceu do povo e foi transmitido através das gerações.
Fato folclórico define-se como a parcela do conhecimento humano que se transmite no tempo e no espaço, de geração a geração, de camada cultural a camada cultural. Elemento dinâmico da cultura, modifica-se e transforma-se de região para região de acordo com o meio físico e social. São o modo de pensar, sentir e agir de um povo, preservados pela tradição popular e pela imitação.
“Nada melhor que as tradições para retemperar
a saúde de nossa alma gaúcha”. A palavra tradição vem do latim “tradio” que
significa entregar, transmitir, ensinar.
É o ato de transmitir os fatos culturais de natureza espiritual ou material, de geração em geração através dos tempos. É a memória cultural de um povo. A tradição gaúcha compreende o rico acervo cultural e moral do Rio Grande do Sul no campo literário, folclórico, musical, dos usos e costumes, do artesanato, dos esportes e das atividades rurais. Tradicionalismo é a arte de colocar em movimento as peças de uma tradição. O Tradicionalismo Gaúcho define-se como um estado de consciência que busca preservar as boas coisas do passado, sem conflitos, com o progresso, através de cultos e vivências.
É basicamente, um movimento. Este
movimento (tradicionalista), no Rio Grande do Sul, teve seu primeiro embrião na
fundação do Partido Liberal Histórico, em 1860. É importante lembrar dois fatos
que impulsionaram este movimento: - No ato de 1947, durante as comemorações da
Semana da Pátria, foi incluído o translado dos restos mortais do Gal. David
Canabarro – o segundo homem, em importância, da Revolução Farroupilha.
Por idéia da Liga de Defesa Nacional, e a partir da iniciativa do jovem estudante João Carlos Paixão Côrtes, foi feita a guarda de honra por gaúchos a cavalo; A criação do “35” Centro de Tradições Gaúchas por um grupo de jovens quase todos oriundos do interior do Estado, que aconteceu no dia 24 de abril de 1948, em Porto Alegre.
O MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho, entidade civil, sem fins lucrativos, com jurisdição em todo o território nacional, constitui-se em um movimento cívico, cultural e associativo. É o catalisador, disciplinador e orientados dos seus filiados (CTGs, Piquetes, Grupos de Arte Nativa e Folclore), centenas de entidades espalhadas por quase todos os recantos do país. Constitui-se na maior entidade associativa na América, tendo como objetivo a preservação do núcleo decorrente de sua Carta de Princípios e expressa nas decisões dos Congressos Tradicionalistas.
(Fonte: LIZANDRO
ARAÚJO)
terça-feira, 15 de março de 2011
Califórnia da Canção Nativa
Histórico da Califórnia da Canção
Nativa do Rio Grande do Sul
A Califórnia da Canção foi criada em 1971 por um grupo ligado ao CTG Sinuelo do Pago, em Uruguaiana, que resolveu montar um festival de música regionalista. Daquela data em diante o Festival passou a ser realizado pelo CTG Sinuelo do Pago coordenado pela Invernada Cultural.
A denominação Califórnia vem do
grego e significa conjunto de coisas belas. No Rio Grande do Sul, chamaram-se
"Califórnias" as incursões guerreiras, lideradas por Chico Pedro, em
1850, na região cisplatina, atual Uruguai com objetivo de resgatar os bens de
brasileiros lá radicados que sofriam perseguições.
Mais tarde, o termo foi apropriado
para corridas de cavalos, da qual participassem mais de dois mil animais. Nesse
sentido o vocábulo caiu em desuso. O termo acabou prevalecendo com a
significação de "conjunto de coisas belas" e "competições entre
vários concorrentes em busca de grandes prêmios".
Foi esta última acepção que inspirou
o surgimento da Califórnia da Canção Nativa. Movimento riograndense de
revalorização das referências e das tradições locais.
O movimento reacendeu o orgulho
nativista riograndense. Os jovens adotaram elementos da tradição gaúcha como o
uso das bombachas, das mateiras e passaram a formar rodas de mate nas praças.
Por sua importância e pioneirismo, a Califórnia é considerada o embrião de
vários outros festivais semelhantes que passaram a acontecer em todo o Rio
Grande do Sul, nas décadas subsequentes.
Os concorrentes do Festival
Califórnia disputam a "Calhandra de Ouro", prêmio máximo, que tem
como símbolo a Calhandra, ave dos pampas, de canto múltiplo, que emudece no
cativeiro, só cantando na liberdade do seu habitat. Tendo seu primeiro disco
gravado em São Paulo, o movimento impulsionou o mercado de trabalho no Estado,
que, hoje, conta com diversas gravadoras e uma grande quantidade de estúdios de
gravações.
Durante as noites de festival são
realizadas tertúlias, que consiste em reuniões informais dos participantes do
festival em suas barracas, na chamada cidade de lona, que abriga os músicos e
famílias que acampam no Parque Agrícola e Pastoril.
A Califórnia e seus similares constituem
o aspecto musical do movimento regionalista gaúcho, que ganhou força a partir
da segunda metade do século XX, buscando articular o culto e a preservação das
tradições do povo gaúcho com o progresso. O movimento tem carta de princípios,
na qual se expressam valores como o bem coletivo, preservação da história e do
patrimônio social, como o dialeto gaúcho, a vestimenta típica e a culinária
além de ideais como a fraternidade, tolerância e a união dos povos americanos.
A premiação considera as variadas
expressões da musicalidade riograndense, passando pela melhor canção pampeira,
melhor conjunto vocal, melhor instrumentista, melhor conjunto instrumental,
melhor letra, melhor arranjo, melhor intérprete, melhor canção inédita, música
mais popular, havendo também premiação para obras de linha livre e obras de
linha de manifestação riograndense.
Há também premiação para o que se
considerar a grande campeã, sobre todas as outras, esta recebe o troféu
“Calhandra de Ouro”, considerado pelos artistas o “Oscar” do nativismo.
Depois de ter
sua edição cancelada na data tradicional do mês de dezembro, a 37ª Califórnia
da Canção Nativa está novamente programada para os dias 07, 08, 09 e 10 de
abril de 2011. Desta feita a comissão organizadora promete uma realização
marcante em 2011, ambientada no Parque Agrícola e Pastoril de Uruguaiana.
Além
da tradicional competição de composições, o evento terá shows com artistas de
renome nacional, feira de produtos diversos, seminário cultural, rodeio
cultural tradicionalista e festa campeira. A realização é do CTG Sinuelo do
Pago.
ACalifórnia da Canção Nativa é considerada a
"celula mater" do movimento nativista do Rio Grande do Sul que conta
atualmente com cerca de 50 festivais sendo realizados a cada ano, a maioria
deles inspirados no modelo inicial da Califórnia.
( Sinuelo do Pago - http://www.sinuelodopago.com.br/california.html)
segunda-feira, 7 de março de 2011
Curiosidades do Chimarrão
Chimarrão
Mate amargo (sem açúcar) que se toma numa cuia de porungo por uma bomba de metal. Atribue-se ao chimarrão propriedades desintoxicastes, particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes.
A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México “capturar” os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.
Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes “borracheras” – porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo.
Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.
A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México “capturar” os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.
Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes “borracheras” – porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo.
Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.
(Lucia Porto - jornal Zero Hora )
Novos Nomes da Musica Tradicionalistas - Sonido del Alma Gaucha..!!
O grupo “Sonido del Alma Gaucha” foi formado no ano de 2003.
Desde então, tem o maior cuidado com o repertório: As músicas são escolhidas levando-se em consideração a letra – deve retratar a vida do homem Riograndense e Platino, atentando para o ritmo, que deve obedecer ao estilo característico das mesmas regiões.
Tem como eixo norteador do seu trabalho, apresentar os valores literário-musicais do Gaúcho, concomitantemente com as músicas do folclore Platino.
Desde então, tem o maior cuidado com o repertório: As músicas são escolhidas levando-se em consideração a letra – deve retratar a vida do homem Riograndense e Platino, atentando para o ritmo, que deve obedecer ao estilo característico das mesmas regiões.
Tem como eixo norteador do seu trabalho, apresentar os valores literário-musicais do Gaúcho, concomitantemente com as músicas do folclore Platino.
(Sonido del Alma Gaucha - http://www.sonidodelalmagaucha.com.br/)
quarta-feira, 2 de março de 2011
Grandes Nomes da Musica Gaucha Tradicionalista..!! - Walther Morais
Walther Morais, natural de Palmeira das Missões, ficou conhecido também como compositor, graças ao sucesso de suas músicas. Quando, integrante durante seis anos do grupo musical Os Serranos, teve várias composições gravadas, e interpretadas pelo artista, sucesso lembrados até hoje, como Criado em Galpão, Tordilho Negro, Roda que Roda, Lida de Costeiro, Aos Domingos, Bagual Corcoveador, entre outros.
Em 1998, recebeu o Troféu Laçador, como melhor cantor gaúcho e a melhor música do ano com o título Criado em Galpão.
Em 1999, foi contemplado com prêmio de música mais popular, na Sapecada da Canção Gaúcha com a música Leão do Cajuru. Ainda em 1999, Com a música Campeiro do Rio Grande, classificada em terceiro lugar no Carijo da Canção Gaúcha de Palmeira das Missões.
Em 2000 foi o vencedor da Vigília da Canção Gaúcha de Cachoeira do Sul, com a música El Cardal. Ainda em 2000, em Rosário do Sul ganhou a linha campeira, em 2001 ganhou o festival, Carijo da Canção Gaucha de Palmeira das Missões, com a música Minha Terra da Palmeira, sendo que a mesma hoje é cantada por todos palmeirenses é está oficializada hino popular de Palmeira das Missões RS.
Walther Morais, teve participação efetiva em todos os grandes festivais e feiras agropecuárias do sul do país. Cinco CDs. Solos gravados: Dois pela gravadora Atração Fonográfica, Com os respectivos títulos: O 1º Não é Gaúcho Quem Não Gostar de Cavalo, O 2º Campeiro do Rio Grande, tendo como sucessos; Não é Gaúcho Quem não Gostar de Cavalo, Domando a Cordeona, Bagual Corcoveador, Criado em Galpão, Fandangueiro, Rebeldia, Dia de Chuva, Doma Tradicional, e um clássico brasileiro, "Do Iapoque ao Cauí". O 3º CD agora pela gravadora ACIT, com o título: Pra não Falar em Cavalo, com os seguintes sucessos, Um Fandango no Meu Pago, Leão do Cajuru, A Volta do Tordilho Negro e outros.
O 4º CD também com a gravadora ACIT, além da faixa título "Loco de Bom" traz outro sucessos como, Pra Ser Feliz no Sul, Uma Noite no Rio Grande, De Campo, Canta Brasil, Minha Terra da Palmeira, além de quatro regravações:Três clássicos gaúchos; Saudade dos Pagos, de Gildo de Freitas, Batendo Chicaca, de (Jorge Guedes e Adalberto Machado), Segredos do Meu Cambicho, de (Doroteo Fagundes e Atanásio Borges Pinto), e o clássico brasileiro "Romaria" de Renato Teixeira.
O 5º CD, "De Gaúchos e Cavalos"; Lançamento pela gravadora ACIT, em março de 2004, músicas que vem se destacando neste novo trabalho: Bochincho, Lá das Bibocas, De Cima do Arreio, De Gaúchos e Cavalos
Romance de Lua e Estrada, Sovando Lombo de Potro e outras.
Romance de Lua e Estrada, Sovando Lombo de Potro e outras.
O 6º CD, "Levando o Sul Nos Arreios"; Lançamento pela gravadora ACIT, em setembro de 2005, as mais pedidas: Levando o Sul nos Arreios que empresta o título ao CD e também está no FESTCHÊ III gravado ao vivo dia 02/03/2006 na Festa da Uva em Caxias do Sul, Campeiro no Más, No Estilo de Santiago, O Som do Sul, Costeio de Domador e outras; No mês de fevereiro de 2008, Walther Morais lançou seu primeiro DVD, "WALTHER MORAIS AO VIVO NA CRIUVA" através da gravadora ACIT e 1º CD ao vivo, com o título "WALTHER MORAIS AO VIVO NA CRIUVA".
No mês de março de 2008, Walther recebeu uma homenagem de cidadão honorário do município de Lageado do Bugre, Pois Walther é natural deste município, na época distrito de Palmeira das Missões, sendo que tem versos que retratam isto em suas musicas, tal como: "arroio do bugre um pedaço de mim" Letra de Salvador Lamberty e musica de Walther Morais.
Walther Morais preenche com competência e talento o espaço deixado por grandes valores do passado, com temas campeiros, com estilo próprio, cantando O rio Grande e levando a nossa cultura através da sua música por todo o Brasil, vale a pena conferir.
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