terça-feira, 21 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Danças Tradicionalistas RS - Chula
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Obrigado a todos os Alunos.!!!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Gineteando..!!
Como é lindo e perigoso
Quando um bagual baixa o toso
Corcoveando num lançante
Sabendo que àquele instante
Só nos separam da morte
As rédeas e a cincha forte
Feita de couro e barbante!
E como é lindo cruzar
Enforquilhado nos bastos,
Riscando o lombo dos pastos
O mesmo que uma centelha
Ou na várzea desparelha
Sentir o bagual rodando
Pro índio sair passeando
Depois de pisar na orelha!
Quando piá, foi o prazer,
Que nunca troquei por outro
Saltar no lombo dum potro
Quando a manada saía-
Artes que a gente fazia,
Se acaso estava solito,
E depois pregava o grito
Quando o bagual se perdia!
Terneiro de marcação,
Ao se levantar do pialo,
Já me levava a cavalo
Ali, bem sobre as cadeira.
Les digo, é uma brincadeira
Que a gente faz sem pensar,
Mas é parte regular
Da aprendizagem campeira!
E cheguei até a pensar,
Pobre guri sem estudo,
No lombo dum colmilhudo
Mais quente que amor de prima,
Que Deus não fez melhor rima
Do que as esporas cantando,
Um redomão corcoveando
E um índio grudado em cima!
Cresci sabendo que o chucro
Exige muito cuidado
Mas que o cavalo aporreado
Exige cuidado e meio.
Levei algum tombo feio
De grande e até de pequeno
Mas cavalo que eu enfreno
Dá pra dançar num rodeio!
Frases Comparativas dos Gauchos
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Festival de Dança de Guaramirim
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Apresentações ENART Ao Vivo..!!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
10 Anos Moto Clube Cano Quente - Uma grande festa.....
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Enart - Encontro de Artes e Tradiçoes Gauchas
É claro que nos últimos anos só venceram as Invernadas dos grandes Centros de Tradições Gaúchas - CTGs. A simplicidade dos gaúchos campeiros foi, visivelmente, deixada de lado para premiar grupos com um maior poder aquisitivo e melhores condições para investir em cenários caros e excessivamente elaborados.
Essa força econômica se fez prevalecer sobre a sobriedade e a simplicidade daqueles que originaram os usos e os costumes da Tradição a ser cultuada e apresentada naquele Encontro Cultural Artístico-tradicionalista: os gaúchos simples do interior do Rio Grande do Sul.
Com isso, muitas Invernadas Artísticas se profissionalizaram, ainda que de forma extra-oficial. A força dos pilas na guaiaca trouxeram profissionais das artes coreográficas do mais alto gabarito, esmagando a simplicidade, própria da Tradição Gaúcha Sul-brasileira, das Invernadas dos pequenos CTGs. Esmagadas, impossibilitadas ficaram elas de concorrer, em igualdade de condições, com as poderosas Invernadas e os seus potenciais financeiros! Enquanto os dançarinos, coreógrafos e instrutores destas desfrutam desses privilégios econômicos, dedicando-se mais aos ensaios, as outras Entidades Tradicionalistas coadjuvantes precisam contar com a prata da casa - pessoas que muitas vezes enfrentam jornada dupla de trabalho; que saem do trabalho depois de um dia cansativo e adentram no CTG para ensaiar uma garotada também cansada.
Alguns desses Grupos de Danças Tradicionais Gaúchas ensaiam até às 24:00 hs, todos os dias, e ainda têm de garimpar verbas para comprar indumentárias e contratar músicos. Ensaiam com dedicação, já sabendo que jamais chegarão entre os primeiros no Enart, não pela falta de qualidade na execução das danças tradicionais, mas em virtude do efeito visual que enfeitiça aos “tradicionalistas” avaliadores; aquela pantomima toda, que só o dinheiro pode promover. Não é preciso dizer que a conseqüência de tudo isso é o esvaziamento das Invernadas Artísticas dos CTGs menores e mais simples, pois estes não se submetem a ver os seus jovens participando de Eventos Tradicionalistas sem a mínima chance de lutar pelas primeiras classificações, de igual pra igual com os “profissionalizados”.
E todo esse luxo empregado por uns vai redundar no afastamento dos mais simples. Em algumas Regiões Tradicionalistas já sobram vagas. E nas classificatórias todas as Invernadas já estão, de antemão, classificadas. Agora, para que não se termine o Enart, contando com poucos concorrentes, como no futebol, criou-se a Segunda Divisão, uma espécie de consolo!
Os dirigentes, ao invés de retomarem os caminhos originais do Tradicionalismo Gaúcho, resgatando a simplicidade peculiar do gaúcho, resolveram separar os pobres dos ricos, esquecendo-se da Tradição!
A continuar assim, em breve teremos a Terceira Divisão! Para os observadores mais atentos, esta divisão há muito já existia. Os medalhões - dançarinos e dançarinas das grandes Invernadas - não conversavam com os componentes das mais pobres, nem para uma prosa nem para tomar um chimarrão! E continuam não se misturando! Talvez porque, para eles, pobreza esteja equiparada a uma doença contagiosa!
Desfilam em grupos, narizinhos empinados, olhando com desdém para a plebe: peões e prendas gaúchos, legítimos representantes da simplicidade tradicional dos campeiros sul-rio-grandenses; Tradicionalistas Gaúchos fazendo Tradição, nesses Encontros Culturais Regionalistas Sul-rio-grandenses, os Enarts, promovidos pelo Tradicionalismo Gaúcho organizado do Estado do Rio Grande do Sul! (do colaborador e Mangrulho do ONTG no Sul do Brasil: Ademir Canabarro - um Missioneiro!)
(PagoLitoraneo - http://pagolitoraneo.blogspot.com/2008/11/os-caminhos-do-enart.html)
(You Tube - http://www.youtube.com/watch?v=C3Z9SaM4l8c)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
O Enart..!! Faltam Apenas 29 Dias
MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização – Na década de 70, este movimento empenhava-se em combater o alto nível de analfabetismo no país. No Rio Grande do Sul, além de alfabetizar, também almejava divulgar a cultura como forma de elevar a auto-estima da população e oportunizar o surgimento de novos valores artísticos. O professor e advogado Praxedes da Silva Machado, responsável cultural pelo Mobral na época, buscou a parceria do Movimento Tradicionalista Gaúcho e, com a participação do IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, criaram o Festival Estadual de Arte Popular e Folclore, que se popularizou como Festival Estadual do Mobral. O evento foi idealizado para ser itinerante, isto é, cada ano em uma cidade diferente.
A primeira edição deste festival foi no ano de 1977, cuja fase final realizada na cidade de Bento Gonçalves. A 2ª em 1978 - Porto Alegre, a 3ª em 1979 - Lajeado, a 4ª em 1980 - Cachoeira do Sul, a 5ª em 1981 - Lagoa Vermelha, a 6ª em 1982 - Canguçu, a 7ª em 1983 - Soledade e a 8ª em 1984 - Farroupilha. Em 1985, a 9ª edição seria em Rio Pardo, como as autoridades do município desistiram, Farroupilha sediou novamente. Decidiu-se então não mais alternar o local, uma vez que Farroupilha se propunha em continuar realizando anualmente a final.
A partir de 1986, o evento passa a ser promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho e muda de nome: FEGART – Festival Gaúcho de Arte e Tradição, sempre no último final de semana de outubro, permanecendo em Farroupilha da 1ª à 11ª edições, portanto até o ano de 1996. Tendo em vista o crescimento do festival, em 1997 (12ª edição) transferiu-se para Santa Cruz do Sul e por questões judiciais, muda de nome em 1999: ENART – Encontro de Artes e Tradição Gaúcha, que neste ano de 2010 será realizada a 25ª edição do ENART (bodas de prata) e 34ª edição desde o festival originário (MOBRAL).
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Simbolos Tradicionalismo Gaucho
Chama Crioula
Como o Fogo Simbólico, que simboliza o espírito do culto à Pátria, a chama Crioula encarna a magnitude da Tradição gaúcha. A Chama Crioula de 1947, transformou-se num símbolo gaúcho, para arder nos Centros de Tradições Gaúchas, nas Semanas Farroupilhas e em outros eventos tradicionais. É a representação do amor ao pago. O ideal do, também símbolo tradicionalista, folclorista Paixão Corte, com aquele primeiro facho traduziu a fertilidade da cultura que se perpetua na ronda legada aos tradicionalistas: a chama da alma gaúcha!
Erva Mate
Entre os símbolos tradicionais do gaúcho, a Ilex Paraguayensis, sem dúvida, é destaque, pois ela é a provedora da seiva que marca o mais ardoroso hábito gauchesco: o de chimarrear.
Estrela Boieira
Estrela d’Alva, ou Planeta Vênus. A Estrela Boieira surge no poente logo ao anoitecer, e no nascente, pela madrugada, antes do sol raiar. Guia inconstante dos boiadeiros, a estrela d’Alva é o Guia inconstante dos boiadeiros, a estrela d’Alva é o símbolo do gaúcho, que nas tropeadas aprendeu a admirá-la.
Quero Quero
O tradicional sentinela das coxilhas, pertence à família “Vanellus Chilensis”. Incontestavelmente é, este pernalta ereto, o vigia avançado de cada pago. O quero-quero nunca pousa em árvores, ou palanques, mas somente no solo. Vivendo comumente em casais, jamais abandona seus ninhos e filhotes, defendendo-os bravamente, num exemplo que deveria ser seguido por muitos homens e mulheres. Quando sente-se ameaçado investe-se contra o invasor de seu domínio, com gritos de alvoroço, com vôos rasantes. Com pertinácia, para despistar quem procura localizar seu ninho ou filhote, ele vai gritar, simulando preocupação, longe do local em que os mesmos se encontram.
Rosa
A rainha das flores é considerada um símbolo da cultura gaúcha. Aparece na bomba do mate, de cuja nomenclatura dada ao anel, ou refreador, também é conhecido por “botão de rosa”, quando assim estilizado. Pertence à família das Rosáceas, as prendas usam-na no cabelo.
Umbu
Da família das fitolacáceas, é uma árvore de grande tamanho, cujas raízes saem à flor da terra, que pela copada, produz excelente sombra. É, como o pinheiro e a figueira, uma árvore simbólica do rio Grande Sul. Seu crescimento é rápido. Seus frutos, em bagas, são nutritivos.
Outros
Existem coisas, sentimentos, palavras, e seres que simbolizam o gauchismo, mesmo que não oficializados, vamos assim dizer, mas pelo tanto que representam ao tradicionalismo. Os de maior significado, ao nosso entender, são: Boleadeiras, Bombacha, Carreta, Chimarrão, Chiripá, Chula, Churrasco, Estância, Fandango, Farrapo, Figueira, Fogo-de-chão, Gado, Galpão, Gaudério, Guasca, Hospitalidade, Laço, Martín Fierro, Minuano, Missioneiro, Negrinho do Pastoreio, Pago, Pala, Pampa, Pingo, Pinheiro, Querência, Retovar, Sepé-Tiaraju, Sinuelo, Taita, Tapera, Tava, Vaqueano entre outros.